O MALABARISMO DE PESCADA E MATRINXÃ PARA ACOMPANHAR A 1ª FEIRA DE CIÊNCIAS ESCOLAR NO BAIXO RIO BRANCO-RORAINÓPOLIS-RR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2022n46p947-958

Resumo

Esse artigo apresenta o malabarismo das coordenadoras pedagógicas para acompanhar a Feira de Ciências no baixo rio Branco. Base teórica Tardif (2007) e Nòvoa (2002). Os resultados apontam para a dificuldade dos professores em trabalhar com projetos científicos.

Biografia do Autor

Maria Clelia Pereira da Costa, Secretaria Estadual de Educação. Escola Estadual José de Alencar

1-Maria Clelia Pereira da Costa nasceu e viveu até os treze anos de idade na Floresta Acreana, na região de Valparaíso, Humaitá, atual município de Porto Walter, na localidade de Terra Preta... Filha de soldado da borracha o senhor Manoel da Costa e de Nazira Pereira, aprendeu muito sedo a conviver com os recursos da floresta, e usar as folhas das árvores como papel e os espinhos de taboca como lápis para escrever. Ao longo de sua caminhada muito lutou para chegar até aqui. Atravessou fronteiras, a exclusão da escola em função da pobreza, racismo e questões sociais. Pela resiliência hoje é Professora Efetiva da Rede Estadual de Ensino do Estado de Roraima desde 1991. Supervisora Pedagógica Efetiva da Secretaria Municipal de Educação de Rorainópolis, atuando nas escolas da rede entre 2002-2013. Em 2021 tem trabalhado para construir a proposta Pedagógica da Educação Infantil da Rede Municipal de Rorainópolis. É graduada em Pedagogia, pela Universidade Federal de Roraima-UFRR (2001). Pós-Graduada em Educação Interdisciplinar pelo Instituto Cuiabana de Educação-MT (2003), Especialista em Gestão Escolar-UFRR (2010) e Especialista em Educação Infantil UFRR (2012). Mestra em Educação, título conferido pela Universidade São Francisco-USF Campus Itatiba-SP pela defesa da Dissertação em 15-02-2016, cujo título é: Memórias dos pioneiros do projeto de assentamento dirigido Coronel Salustiano e Anauá: A Casa - Escola do Valentin Rorainópolis-RR- (1975-1982. Doutora em Educação pela Universidade São Francisco-USF Campus Itatiba-SP Tese defendida em novembro de 2020, cujo título é: dizeres de (in)fâmia: história(s) da Escola José de Alencar -navegando pelas águas do rio Anauá, baixo rio Branco, Roraima, 1959-1982. Integrante do Grupo de pesquisa foucaultiana da USF.

Referências

Desordenado, e revolto e vacilante, e destruindo, construindo e devastando, apagando numa hora o que erigiu em decênios − com a ânsia, com a tortura, com o exaspero de monstruosos artistas incontestáveis a retocar, a refazer e a recomeçar perpetuamente um quadro indefinido [...] tal é o rio, tal, a sua história: revolta, desordenada, incompleta. A Amazônia selvagem sempre teve o dom de impressionar a civilização distante. Desde os primeiros tempos da colônia, as mais imponentes expedições e solenes visitas pastorais [...] para lá os mais venerados bispos, os mais garbosos capitães-gerais, os mais lúcidos cientistas. (Cunha , 2006, p. 25)

“[...] O poder que espreitava essas vidas, que as perseguiu, que prestou atenção, ainda que por um instante, em suas queixas e em seu pequeno tumulto, e que as marcou com suas garras” (FOUCAULT, 2003, p. 206).

É impossível separar as dimensões pessoais e profissionais. Que ensinamos aquilo que somos e que, naquilo que somos, se encontra muito daquilo que ensinamos. Que importa, por isso, que os professores se preparem para um trabalho sobre si próprio, para um trabalho de autoreflexão e de autoanálise. (NÒVOA, 2002, p. 48)

Segundo Piletti (2001, p. 73) “É a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido em um dia letivo (...) É a sistematização de todas as atividades que se desenvolvem no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de ensino-aprendizagem”.

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Publicado

2022-06-10

Edição

Seção

Dossiê Temático do 22º COLE – Relatos de Experiência