PEDRAS, PLANTAS E OUTROS CAMINHOS – CARTOGRAFIAS DE UMA CLÍNICA A CÉU ABERTO
Resumo
Pretende-se apresentar uma experiência de Acompanhamento Terapêutico (AT) em que o acompanhado é usuário de drogas, morador de rua e esquizofrênico. Com o objetivo de compartilhar esta experiência exitosa em saúde pública, foi realizado um documentário com o intuito de que este trabalho possa servir como ferramenta de educação em saúde e difusão de novos saberes e práticas de cuidado em saúde mental. Entendemos documentário não como cinema de não-ficção, não é o real que se opõe à ficção, mas uma função fabuladora que o desafia e que dá ao falso potência de se tornar memória, personagem, história. Se trata de cartografar o “devir do personagem real quando ele próprio se põe a ‘ficcionar’, quando entra ‘em flagrante delito de criar lendas”. Personagem e cineasta, subjetivo e objetivo estão sempre em devir, a narrativa produz devir, deslocando a oposição entre realidade e ficção para a oposição entre ficção e fabulação.Referências
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