A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA: UM (DES) CASO PENSADO SOBRE INCLUSÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n43p46-53

Resumo

Este ensaio tem por objetivo explicitar algumas contribuições da perspectiva histórico-cultural, sobretudo de Davidov e da Atividade de Ensino na reflexão acerca da inclusão escolar. A educação e a escolarização na contemporaneidade, como fruto do atual modelo político econômico neoliberal, culminam em um esvaziamento do espaço público, das relações e empobrece as experiências do contato humano com a natureza (humana ou natural). Logo, o não pertencimento se faz presente. Transforma a natureza a ponto de os seres humanos não se reconhecerem como parte dela. A cada passo dado, um sucesso, um momento de fama, numa busca narcísica que não promove a humanidade. Como metodologia, a pesquisa narrativa serve como fio para tecer a trama deste texto. Assim, parte-se de uma foto tirada em uma viagem de trem de Jundiaí à São Paulo. O deslocamento provocado é a busca em contrapor o que se tem por inclusão no contexto escolar e, qual inclusão realmente é necessária para haver uma ‘perspectiva da educação inclusiva’, à mercê das seguintes questões: o que significa inclusão? Qual o sentido de se dizer, ‘perspectiva da educação inclusiva’? Quais são os sujeitos ‘incluídos’ na política de inclusão escolar? Por fim, indaga-se a respeito de qual a finalidade do ensino para essas pessoas sujeitadas por um laudo?

Biografia do Autor

Daniel Novaes, Universidade São Francisco - Itatiba/SP

Mestre e Doutorando em Educação pela Universidade São Francisco

Márcia Aparecida Amador Mascia, Universidade São Francisco

Doutora em Linguística Aplicada.

Carlos Roberto da Silveira, Universidade São Francisco

Dr. Filosofia em Filosofia (PUC-SP). Docente Stricto Sensu em Educação (USF - Itatiba)

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Publicado

2021-08-04

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Artigos