VIVÊNCIAS E RODAS DE CONVERSA COMPOR PARA SI UM CORPO: ENTRE FILOSOFIA E ARTE
Resumo
A vivência “Linguagens dissonantes entre filosofia e arte: como compor para si um corpo...”, tem como proposta construir um diálogo e, também, uma experiência criativa que percorra dois campos inventivos, a do pensamento/filosofia como modo de vida e da arte como mecanismo de criação dos blocos de sensações. Esses saberes não vêm com o propósito de fundamentação e nem muito menos pensar um para didatizar o outro. A ideia é fazer passar um entre o outro e dele emergir um terceiro que não se sabe efetivamente, de antemão, o que é. A vivência filo-artística deseja traçar linhas a partir das ressonâncias de Nietzsche e de Espinosa para depois configurar um exercício de pensar-fazer o corpo em meio a uma cartografia tecida pelas palavras, escritas, leituras filosóficas e cartas de um jogo fabulatório. A pergunta que gesta a vivência é: Como compor para si um corpo? O ponto fundamental foi criar uma vivência de encontros e afetos que pudessem configurar linhas de experimentação, permitindo que cada um invente para si um corpo.Referências
BARRENECHEA, M. A. Nietzsche e o corpo. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009.
BRITO, M. dos R. de, Entre as linhas da educação e da diferença. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2015.
DELEUZE, G. Espinosa: Filosofia Prática. São Paulo: Escuta, 2002.
ESPINOSA, B. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
ESPINOSA, B. Ética. Lisboa: Relógio d’Água, 1992.
FOUCAULT. M. A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Foucault M. Ética, sexualidade e política. In: ______. Ditos e Escritos. V. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral: uma polêmica. tradução, notas e posfácio Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras; 2009.
NIETZSCHE, F Além do Bem e do Mal. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
TIBURI, M. Uma fuga perfeita é sem volta. Rio de Janeiro: Record, 2016.