O LIMITE DA DÚVIDA: DELEUZE E O HOMEM DO SUBTERRÂNEO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p230-234

Resumo

Pretende-se apresentar um breve desdobramento de uma problemática anunciada por Gilles Deleuze no terceiro capítulo de Diferença e repetição, (denominado A imagem do pensamento), que concerne ao homem do subsolo enquanto um personagem conceitual. Fiódor Dostoiévski, em sua novela Memórias do subterrâneo, apresenta, a partir do protagonista, uma reflexão a respeito dos fundamentos da ação humana. Dessa forma, elecritica as noções de lei da natureza e lei moral através de um método de dúvidas. Pode-se dizer que os questionamentos do homem do subsolo levam a dúvida ao limite, provocando o desabamento dos pressupostos da explicação da ação humana (seja uma lei natural, seja uma lei moral).

Biografia do Autor

Caio Whitaker Tosato, UFSCar/CAPES

Graduado em Ciências Sociais com ênfase em Antropologia pela UFSCar, mestrando em Filosofia pela mesma instituição, bolsista CAPES.

Referências

DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução de Luiz B. L. Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018.

DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. O que é a filosofia?. Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 1992.

DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Memórias do subsolo. Tradução de Boris Schnaiderman. São Paulo: Editora 34, 2000.

LAPOUJADE, David. Deleuze, os movimentos aberrantes. Tradução de Laymert Garcia dos Santos. São Paulo: N-1 edições, 2017;

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Publicado

2021-09-14

Edição

Seção

Dossiê – Artigos