A INSERÇÃO DO IDOSO EM PRÁTICAS LEITORAS
Abstract
A linguagem do idoso, cada vez mais, tem sido foco de pesquisas da Linguística e da Psicologia, que buscam identificar transformações e detectar as causas de possíveis mudanças que ocorrem no processo de envelhecimento. Atualmente, tendo em vista o aumento crescente da expectativa de vida, trabalhos sobre cognição do idoso, em especial aqueles sobre linguagem, dirigem-se, também, à promoção de uma melhor qualidade de vida nessa etapa significativa. Sabendo-se que o exercício da leitura é fundamental para manter os mais idosos ativos, socializados e para evitar ou retardar o surgimento ou a progressão de doenças neurológicas degenerativas, o presente trabalho tem o objetivo de refletir sobre como e quais ações podem ser feitas para o incentivo e acessibilidade da leitura para a terceira idade. A partir de entrevistas com idosos leitores não proficientes, criamos ações que retornarão como frutos positivos para a vida deles, como, por exemplo, a adaptação de livros. Para embasar o desenvolvimento da nossa reflexão, estabelecemos diálogos com especialistas em geriatria, autores como MARTÍN (2007), e teóricos que embasam a leitura como PAULO FREIRE (1996 e 1975), NOVAES (1997), SILVA (1995), MACHADO (2000) e Lei 10.741, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso.References
BARCELOS, Loriena Broseghini. Entrevista para o site: <https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/conheca-os-beneficios-da-leitura-para-criancas-idosos-21778085.html>.
BRANDÃO, Lenisa et al. Narrativas intergeracionais. Psicologia: reflexão e crítica, Porto Alegre, v. 19, n. 1, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/prc/v19n1/31298.pdf>. Acesso em: 16 jan. 2007
BRASIL. Estatuto do Idoso. Lei federal nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2002.
CAMARANO, Ana Amélia et al. Idosos brasileiros: indicadores de vida e de acompanhamento de políticas. Brasília: Presidência da República, Subsecretaria de Direitos Humanos, 2005.
______. (Org.). Os novos idosos brasileiros: muito além dos 60? Rio de Janeiro: IPEA, 2004.
CASTRO, Alba T. B. de. Espaço público e cidadania: uma introdução ao pensamento de Hannah Arendt. Serviço Social & Sociedade, a. 20, n. 59, mar. 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
______. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
______. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1985.
MACHADO, Ana Maria. Ilhas no tempo: algumas leituras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
______. Texturas: sobre leitura e escritos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
Martín, A. V. (2007). Gerontologia educativa: Enquadramento disciplinar para o estudo e intervenção socioeducativo com idosos. In: Osório A. R.; Pinto, F. C. (eds.). As pessoas idosas: Contexto social e intervenção educativa. Instituto Piaget.
NOVAES, Maria Helena. Psicologia da terceira idade: conquistas possíveis e rupturas necessárias. 2. ed. Rio de Janeiro: NAU, 1997.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. De olhos abertos: reflexões sobre o desenvolvimento da leitura no Brasil. São Paulo: Ática 1995.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 1985.
World Health Organization. Envelhecimento ativo: uma política de saúde/World Health Organization; tradução Suzana Gontijo. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005. 60p. il.