EDUCAÇÕES SELVÁTICAS ENTRE CORPOS E CIDADES

Authors

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p142-149

Abstract

Fragmentos de uma dissertação de mestrado, que cartografa o processo de criação do espetáculo Cabaret Macchina, do coletivo Selvática Ações Artísticas. No encontro das artistas com a cidade de Curitiba, esboçam-se pistas a propósito de processos de criação, com seus trajetos, encontros, acasos e ocasiões. Traça-se uma cartografia (DELEUZE; GUATTARI, 1995) dos processos, envolvendo os efeitos dos encontros dos corpos, entre devires da arte e devires da educação. Corpos produzidos na intensidade dos encontros.  Especial atenção aos procedimentos das artistas para criar, inventando caminhos e modos de fazer, com abertura radical aos encontros, com humanos e não-humanos. Maquinando também com a ecosofia (GUATTARI, 2011) e a cidade tramada em processos desejantes, com outros modos de aprender e pesquisar, resistindo a tempos brutos. Micropolítica. Sobressaltos. Redes que se criam inventando possibilidades. Desenha-se uma trama aracniana: saberes do corpo, fazer-se rede, movida pelos efeitos de tais encontros. Traçar é agir. (DELIGNY, 2015).

Author Biographies

Thalita Alves Sejanes, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Mestre em Educação e Ciências e Matemática pela UFPR. Professora de artes na educação básica.

Kátia Maria Kasper, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Professora do Setor de Educação da Universidade
Federal do Paraná. 

References

DELEUZE, G. Dois regimes de loucos: textos e entrevistas (1975 – 1995). Tradução de Guilherme Ivo. São Paulo: Ed. 34, 2016.

DELEUZE, G; GUATTARI, F. Mil platôs: Capitalismo e esquizofrenia. v. 1. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995.

DELIGNY, F. O aracniano e outros textos. Tradução de Lara de Malimpensa. São Paulo: n-1 edições, 2015.

GUATTARI, F. As três ecologias. Tradução de Maria Cristina Bittencourt. Campinas: Papirus, 2011.

GUATTARI, F. Caosmose: Um novo paradigma estético. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo: Editora 34, 1992.

KASPER, K. M. Eco-lógica: Efigênia entre arte e vida. Ciênc. Educ., Bauru, v. 20, n. 2, p. 331-344, 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132014000200331&lng=pt&tlng=pt> Acesso em: 09 jan. 2021.

KASPER, K. M.; TÓFFOLI, G. S. Errâncias: cartografias em trajetos de-formativos. Leitura: Teoria & Prática, Campinas, São Paulo, v. 36, n. 72, p. 85-98, 2018. Disponível em:

< https://ltp.emnuvens.com.br/ltp/article/view/666.> Acesso em: 19 ago. 2020.

KASTRUP, V.; BARROS, L. P. Cartografar é acompanhar processos. In: ESCÓSSIA, Liliana da; PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia (Orgs.). Pistas do Metódo da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.

ROLNIK, S. Esferas da Insurreição: Notas para uma vida não cafetinada. São Paulo: n-1 edições, 2018.

SEJANES, T. A. Trajetos-processos de uma criação selvática pela cidade. 87 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, 2020. Disponivel em: < https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/67656> Acesso em: 13 jan. 2021.

Published

2021-09-14

Issue

Section

Dossiê – Artigos